Sobre o MIAN

Thraki Jones - O MIAN (1996, Chipre)

O Museu Internacional de Arte Naïf é mantido pela Fundação Lucien Finkelstein – é o maior museu internacional de arte naïf no Brasil e possui em seu acervo cerca de 5.000 obras de artistas nacionais, de todos os estados brasileiros, e estrangeiros de mais de 100 países, do século XV aos dias de hoje.

Nossos objetivos são: formar e fidelizar um público intergeracional; promover a democratização do acesso a arte naïf; a acessibilidade e a interatividade; estreitar o vínculo com a comunidade, escolas e instituições do entorno, por meio de planos e ações socioeducativas e culturais desenvolvidas pela equipe de gestão museológica, educativa, cultural e multimídia.

O MIAN conjuga a simplicidade, beleza e potencial da arte naïf com inovações multimídia através do uso de novas tecnologias (aplicativos e jogos digitais), exposições sensoriais e um programa educativo que atende desde bebes até a terceira idade.

 

História

 
A paixão de Lucien Finkelstein pela arte naïf brasileira fez com que descobrisse inúmeros talentos, como Miranda e Gerson, por exemplo, e se tornasse um mecenas. Com o passar do tempo, a coleção foi sendo enriquecida por obras de naïfs estrangeiros, reunidas nas suas viagens ao exterior.

Quando o número de obras da coleção chegou a uma quantidade expressiva – cerca de 1.000, o desejo de partilhar esse acervo com o povo do Rio de Janeiro e do Brasil levou Lucien Finkelstein a em 1985, instituir a FUNDAÇÃO LUCIEN FINKELSTEIN, entidade civil sem fins lucrativos, cujo objetivo era a criação do MIAN. Lucien escreveu:

“Foi então que surgiu a idéia de fazer um museu de arte Naïf, doando esses quadros para constituir a base do acervo. Conhecendo quase todos os museus de arte naïf do mundo, percebi a grande lacuna que existe no Brasil nesse sentido. Nossa arte naïf não tem ainda um espaço que a valorize e permita aos brasileiros entender porque é tão bem acolhida e admirada no exterior. A “convivência” dos quadros dos nossos artistas com os dos naïfs estrangeiros por sua vez (já que o museu será internacional), seria mais um ponto de reflexão e comparação.”

Em 1988 foi realizada a primeira grande mostra do acervo do MIAN, O Mundo fascinante dos Pintores Naïfs, que ocupou os salões do Paço Imperial de 15/12/1988 a 19/02/1989. A exposição, com 171 obras de naïfs brasileiros e estrangeiros foi um sucesso. Recebeu cerca de 70.000 visitantes e mostrou o interesse do público em conhecer a arte Naïf.

Nos anos seguintes, a Fundação Lucien Finkelstein não mediu esforços para tentar interessar os poderes públicos a cederem um espaço para abrigar a coleção do MIAN.

Repetidas entrevistas com Ministros da Cultura, Governadores do Estado do Rio de Janeiro e Prefeitos da cidade do Rio de Janeiro não surtiram efeito, apesar do interesse demonstrado pelas autoridades.

Finalmente, em 1994, foi adquirido o belo casarão da Rua Cosme Velho 561, imóvel classificado pelo Patrimônio Cultural do Município. Em 1995, o sr. Lucien Finkelstein cedeu a casa em comodato para a Fundação Lucien Finkelstein transformando-a na sede do MIAN. Abriga o seu acervo e se constitui num dos mais recentes centros culturais e artísticos do Rio de Janeiro.

Na Introdução ao catálogo da exposição O mundo fascinante dos pintores naïfs, Lucien assim resumiu as razões que o levaram a criar o MIAN:

“Ao fazer esta exposição, numa primeira etapa, e ao realizar o MIAN, em seguida, considero estar saldando uma dívida de reconhecimento para com esta Cidade Maravilhosa, que, como o Cristo Redentor, me acolheu de braços abertos quando aqui cheguei, aos dezesseis anos. Vinha como turista e nunca mais saí daqui. Também foi um caso de amor à primeira vista, que já dura quarenta anos. Foi aqui, nessa cidade que adoro, que passei o resto da adolescência e cumpri todas as etapas da minha vida.(…) Nunca me cansarei de repetir que devo tudo ao Rio de Janeiro, ao Brasil, aos brasileiros. Se conseguir embelezar um pouco mais nossa Cidade Maravilhosa ao lhe oferecer essa atração cultural, nada mais será do que devolver uma parcela ínfima de tudo que recebi dela. E eu me sentiria o mais feliz dos homens.”

Hoje o acervo do MIAN possui cerca de 5.000 obras do século XV aos dias de hoje, com representantes de todos os Estados brasileiros e de mais de 100 países, registrando a história da arte naïf no mundo. Visitas mediadas interativas e educacionais e o uso de novas tecnologias para democratizar o acesso ao universo da arte naïf são ferramentas para alcançar nossos objetivos.

 

Missão

 
Colecionar, expor e fomentar a arte naïf no Brasil e no exterior, desenvolver e implementar ações socioculturais/educativas; promover a acessibilidade, a interatividade, a democratização do acesso à cultura, e fidelizar um público intergeracional fazendo com que ele se aproprie deste gênero de arte. Ser uma referência nacional e internacional e um pólo de acolhimento aos pintores naïfs.
 

Visão

 
Ser uma praça de troca física e virtual, contribuindo para que todas as pessoas fruam a arte naïf e se expressem artisticamente através de projetos e ações socioeducativas. E assim, ampliem sua visão de mundo e senso crítico tendo o universo naïf como fio condutor.