Projeto MIAN de Cara Nova

 

Quem vê cara não vê coração?

 
Ah! Nossa fachada, quem te vê assim descascada, descorada, muitas vezes hesita porque não sabe que, por detrás deste rosto lavado pelas chuvas e desbotado pelo tempo, pulsa o coração de um museu. O MIAN – Museu internacional de Arte Naïf do Brasil. E dentro do museu pulsa o coração de um homem, que abriu esta casa para que outras pessoas expusessem suas emoções. Sentimentos vibrantes em forma de pinturas e esculturas, feitas por mulheres e homens que, na pureza de traços e contornos, fazem de sua arte um reflexo da emoção. Ninguém lhes disse como usar as mãos ou escutar a voz razão. Os anarquistas do pincel sabem se valer da intuição.

Passou o tempo e, um dia, o primeiro homem que sonhou o sonho do museu se foi, levado pelo mesmo tempo que passou pelas paredes, pelas escadas e pela fachada. O sonho ficou. A filha e a neta do homem, Jacqueline Finkelstein e Tatiana Levy, passaram então a sonhar o mesmo sonho e a querer com a mesma força que ele permanecesse acordado, vivo e pulsante como era desejo do Sr. Lucien Finkelstein. Uma casa para receber as obras dos artistas naïf, uma casa para um público que procura esta arte com vontade de sentir no peito o bater mais forte do seu próprio coração.

Foram muitas conquistas para pouco tempo da nova gestão cultural e educativa, que apesar de ter gerado bons frutos, ainda faltam muitas etapas para garantir que o MIAN continue aberto, vivo, pulsante. Por exemplo, precisamos dar um jeito na “cara do MIAN”. A nossa fachada tão mal conservada, a cada mês se esvai deixando escapar mais um pedacinho, algumas vezes até assustando os visitantes. Esta fachada ainda está presa ao tempo da desesperança, do desamparo. E vocês sabem, uma casa nova por dentro e velha por fora fica assim “uma metade cheia, uma metade vazia, uma metade tristeza, uma metade alegria”. As pessoas passam e perguntam: Mas tá aberto mesmo? Tem certeza de que tá funcionando? Olhando a fachada desse jeito a gente não diz…Vocês precisam reformar! A gente sabe, a gente quer muito. Projetos foram elorados, inscritos em editais, leis de incentivo, tentamos patrocínio, mas ninguém se interessou de verdade, então, tivemos uma ideia. Que tal fazer um leilão com as obras da coleção particular da família? Deu certo, um sucesso! Todos os quadros anunciados foram vendidos, mas não o valor arrecadado não foi suficiente. Aí alguém teve outra ideia: vamos envolver mais pessoas, vamos chamar a sociedade para essa empreitada! Assim chegamos ao projeto MIAN de Cara Nova.

 

O Projeto

 
“Beleza não se põe à mesa… mas ninguém quer comer no chão”! A nossa fachada, assim como está, além de entristecer o patrimônio histórico e cultural do bairro do Cosme Velho e da nossa cidade, põe em risco a segurança dos visitantes que se aproximam dela.

Curiosos pelo estilo arquitetônico e desejosos de fotografar e serem fotografados na entrada do Museu, ficam expostos aos pedaços de reboco que se desprendem lentamente dela. A gente avisa, faz favor, chega assim tão pertinho não. Um casarão histórico do final do século XIX, com um estilo de construção, que desperta a atenção até mesmo do pedestre mais distraído, merece sorte melhor.

Depois de recuperar a fachada, as crianças das escolas que vem nos visitar levarão na memória, não só as imagens coloridas e belas das obras de arte, mas também a lembrança de uma casa bem cuidada, bem conservada pelas gerações anteriores. Aliás, modéstia à parte atualmente recebemos, por mês, cerca de 600 alunos e professores da rede pública e particular de ensino e somos considerados referência em “primeira visita ao museu”, pois gostamos muito de trabalhar com as crianças bem pequeninhas, de 3 a 6 anos.

Nosso programa educativo é lúdico e prazeroso: fantoches, música, contação de história, jogos, brincadeiras, instrumentos, dialogam com as obras expostas. Nosso desejo é de que o acolhimento sentido pelas crianças nessa primeira visita ao MIAN possa gerar uma apreciação duradoura ao ambiente dos museus e assim contribuir para a formação de uma nova geração de cidadãos admiradores não só da arte naïf, mas de arte em geral. Também realizamos visitas mediadas para grupos de jovens, adultos e terceira idade, de ONGs, empresas, universidades e para o público espontâneo. A visitas podem ser feitas em português, inglês, francês ou espanhol.

 

Resultado

 
A campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) MIAN de Cara Nova, na Benfeitoria, foi um sucesso e graças a vocês, nossos benfeitores, conseguimos atingir e ultrapassar a meta mínima de R$30.000,00 para que o nosso projeto saísse do papel e se tornasse realidade!

Ficamos muito felizes com as suas contribuições e gostaríamos de agradecer muitíssimo a todos, pois a colaboração de vocês foi fundamental para que conseguíssemos dar mais um importante passo para realizar a tão sonhada reforma da nossa fachada e, assim, preservar o nosso patrimônio cultural.

Não é necessário agendamento prévio para retirar as recompensas e os ingressos, por gentileza, buscá-los dentro do horário de funcionamento do museu. As recompensas estarão esperando por vocês!

A equipe do MIAN agradece imensamente a todos! Agora vocês fazem parte da história do MIAN, o maior museu de arte naïf do mundo!!!